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Os Camilianos

A Ordem dos Ministros dos Enfermos (padres e irmãos camilianos) tem como carisma específico o serviço global aos doentes, com atuação em todos as áreas do mundo da saúde. Seu fundador foi São Camilo de Lellis, que nasceu em Bucchianico (Chieti - Itália), cidadezinha acocorada sobre um morro na costa adriática, em 1550 justamente no ano em que falecia outro herói da caridade, S. João de Deus que morreu em Roma, em 14 de julho de 1614.

"Todos peçam a Deus que lhes dê um amor de mãe para com o próximo" (São Camilo) Até os 25 anos, Camilo levou vida fútil de católico superficial. Seguiu o pai como militar, engajou-se em guerras e perdeu-se no jogo. Ficou órfão muito cedo de mãe e pai, foi desligado do exército por falta de guerras, contraiu uma chaga incurável na perna; reduzido à miséria buscou trabalho junto aos capuchinhos e após longa reflexão, de repente sentiu-se envolvido pelo amor de Deus e exclamou: Por que não te conheci antes, Senhor! Dá-me tempo para resgatar o tempo perdido. Convertido, entregou-se de corpo e alma ao serviço dos doentes, vendo e servindo neles o próprio Cristo. Onde quer que encontrasse alguém sofrendo, aí era para ele lugar de culto. Mas foi no hospital de São Tiago em Roma onde ele concentrou sua atividade. Aí agregaram-se a ele outros voluntários e assim, em 1582, nasceu a primeira família camiliana que aos poucos se transformou em Ordem dos Ministros dos Enfermos, conhecidos popularmente como Camilianos. A Igreja reconheceu na comunidade nascente um dom especial de Deus para os doentes e sofredores, declarou santo o seu fundador, e denominou a Ordem camiliana: nova escola de amor. Seu distintivo é uma cruz vermelha, que mais tarde se tornou o símbolo universal de solidariedade e serviço desinteressado aos que sofrem, com livre trânsito em todas a nações.

Hoje, após 400 anos, os religiosos camilianos marcam presença em 36 países espalhados nos cinco continentes, em frutuosa colaboração com uma legião de leigos que se inspiram a este grande revolucionário do mundo da saúde. Muito apreciada sua presença nas "terras de missão" do Extremo Oriente, da África e da América Latina, onde os Camilianos procuram aliar a pregação da Palavra com a cura dos doentes, levando aos mais pobres os recursos da medicina moderna e à Igreja missionária a contribuição do seu carisma na área da Pastoral da Saúde e no ensino da bioética.

"Mais coração nas mãos, Irmão!" (São Camilo) Ao longo da história, a família camiliana foi-se alargando. Da "plantinha", como a chamava o fundador, foram brotando novos ramos:

  • A Congregação das Irmãs Ministras dos Enfermos: fundada em Luca (Itália), em 1841, pela bem-aventurada Maria Domingas Barbantini, com missões em Taiwan, Tailândia, Kênia e já com numerosas casas no Brasil.
  • A Congregação das Filhas de São Camilo: fundada em 1892 pela bem-aventurada Giuseppina Vannini e o padre camiliano Luigi Tezza, presente em diversos países da Europa, na América Latina (especialmente na Argentina e Brasil) e na África.
  • A Congregação das Religiosas "Stella Maris": fundada no Brasil pela Ir. Gilda Tasciatore e colegas que vieram da Itália para servir os hansenianos.
  • O Instituto Secular das Missionárias dos Enfermos Cristo Esperança: fundado em 1936 por Germana Sommaruga, presente em diversos países de missão e no Brasil.
  • A Comunidade das Irmãs Camilianas e dos Amigos dos Doentes e Sofredores: (Instituto secular) fundada há 25 anos pela enfermeira Heidi Hinteregger, na Áustria, presente também na Alemanha e já florescente no Brasil.

  • Para mais informações acesse o site www.camilianos.org.br ou em italiano no site www.camilliani.org.